quinta-feira, abril 01, 2010
domingo, fevereiro 28, 2010
Um humilhação aleatória
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Luquinhas
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12:40 PM
domingo, maio 24, 2009
Coisas que só eu...
Deixe-me explicar, eu tenho uma mania de ficar encucado com coisas que não me fazem sentido, e não importa quanto tempo passar, se me contarem algo ou se ler algo e eu não conseguir ver o sentido ou se eu não consegui entender na hora, isso eventualmente volta ao meu pensamento e eu fico ruminando a questão em si.
Mas o engraçado é que o tempo vai passando e as coisas que aparantemente não faziam sentido ou não eram compreendidas por mim, quando voltam à minha mente eu consigo resolver o mistério.
Mas o pobrema é quando eu vejo que não tem lógica mesmo e a coisa fica ali meio que me perturbando e eu fico pensando "meu Deus, mas que coisa sem noção".
Ilustrarei com dois exemplos:
Semana passada estava na hora da minha leitura diária da Bíblia, quando me lembrei de um fato quando era criança, eu abria a Bíblia e via "Versão Revista e Corrigida", algo assim. Eu entendia o "corrigida" mas o tal de "revista", eu quase morria pra entender, afinal, não fazia sentido nenhum, o que a Bíblia tinha em comum com uma revista? Eu lia o revista e pensava "talvez a Bíblia fosse antes diferente, e aí eles tentaram deixar parecido com modelo de revista pra ficar melhor pra ler". Eu tentava de todos os jeitos criar argumentos lógicos para o "revista" ali e nunca conseguia me convencer. É claro que nessa época eu tinha uns 7 anos, ou até menos. Mas semana passada eu me lembrei disso e tive a revelação, o "revista" significava que ela foi vista novamente, revisada, e então corrigida, como estava escrito, "revista e corrigida".
Agora, o que me inspirou pra escrever tamanho texto foi o de hoje. Nesse caso é o exemplo contrário do que acontece, quando não faz sentido mesmo e pra mim coisas que não fazem sentido não tem graça. Eu não me divirto, por exemplo, com filmes estilo James Bond, onde ele faz coisas que desafiam todos os tipos de leis, leis da física, leis do bom-senso, leis do caramba! hahahahaha, é simplesmente ridículo, minha mente não consegue aceitar esse tipo de coisa, então quando assisto a um filme do tipo, eu fico questionando "olha isso, mas como?".
Mas realmente, sou chato mesmo, mas voltando ao assunto, lembro-me que no ensino fundamental, a tia Keylla sempre passava textos pra gente trabalhar interpretação e aquelas coisas gramaticais que eu me orgulho em não saber nada. E um texto que ficou marcado em minha vida foi o da velhinha com a lambreta. Você conhece essa história? Era o seguinte, havia uma alfândega no meio da estrada, e sempre passava uma velhinha com uma lambreta e um saco de areia, e o policial sempre suspeitava que ela contrabandeava alguma coisa, mas não conseguia descobrir o que era, afinal, era somente ela, a lambreta e um saco de areia. Cansado de para-la e não ter como provar seu ponto, o policial desabafa um dia com ela, foi algo assim:
- Olha minha senhora, eu sei que você está contrabandeando alguma coisa, pode me falar que eu não vou prende-la, deixo você continuar fazendo isso, mas mata a minha curiosidade.
- Você promete não me prender?
- Sim
- É lambreta.
Bom, era uma piadinha bem boba, lembro que na época eu nem tinha noção do que era contrabando, alfândega e etc. Em casa fui perguntar pro meu pai o que era aquilo tudo, mas enfim, por anos eu não conseguia aceitar essa história, haviam muitos absurdos, como por exemplo o final dela, eu lembro que eu pensava "como pode a velha ter contado pra ele e ele ia deixar ela continuar fazendo isso assim? E só porque ele estava curioso ela iria ser tão amável a ponto de se entregar por causa de um capricho do policial?". E juro, essas perguntas me atormentavam, e passavam anos e eu ficava pensando "E como ele não reparava que a lambreta era sempre nova? Será que eram sempre da mesma cor? E se ela contrabandeava lambreta, ela passava de ônibus e voltava de lambreta, será que ele não percebia que sempre a via voltando e não indo? E será que tinham tantos compradores de lambreta assim pra ela estar sempre contrabandeando?". Juro que essas perguntas foram aparecendo em minha cabeça nesses anos todos em que ruminei essa história.
Mas hoje tive a luz final sobre esse caso e encerrei todas minhas ruminações sobre essa história sem noção. Hoje percebi que não existem argumentos lógicos para sustentar essa piada e por isso eu digo que ela não tem graça nenhuma. Hoje eu pensei "Toda vez que ela era parada, ela tinha que mostrar o documento da lambreta, era muito fácil ele saber que ela era contrabandeada, afinal, no mínimo teria documento falsificado".
Pronto, fim da história, um peso de anos saiu das minhas costas e estou tão feliz que quis compartilhar aqui. Bom domingo.
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Luquinhas
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1:15 PM
quarta-feira, maio 06, 2009
Saudades
Esses dias sonhei que estava voltando aos EUA e isso me fez pensar nos momentos que passei por lá. Tantas coisinhas que vi e vivi, muitas experiências eu tive, até do cuidado de Deus para com a minha vida.
Mas gostaria de eternizar aqui algumas coisinhas pequenas que vi por lá, talvez na época eu postei por aqui, mas como eu mando e estou afim de relembrar, eu vou escrever.
- Até em NY existem bolivianos tocadores de flauta, como na nossa linda praça dos namorados. Mas como tudo nos EUA, eles são muito mais sofisticados, até uma bateria eles levam pros lugares que vão se apresentar e vender CDs. Foi um momento latrino ímpar que tive enquanto descia pro metrô e topava com eles.
- Ir do aeroporto de NY para o albergue que eu tinha reservado um quarto de táxi era muito caro, logo, existia um serviço de van que levava as pessoas para seus destinos. Pra variar comigo tudo tinha que ser complicado, então na minha vez, depois de esperar MUITAS horas para conseguir uma vaga, mesmo assim o sistema errou e tinha mais gente do que vaga dentro da van, o que aconteceu? O brasileiro latino inutil teve que ficar esperando a próxima van, certo? Errado, todos se amontoaram lá dentro, foi quase uma feira, e digo isso pela quantidade de mulheres que tinham lá dentro, aliás, senhoras.
O legal foi que todos estavam de bom humor e brincaram com a situação, mas lá estava eu, um latrino no meio de um monte de americanas, só tinha eu de homem, o motorista mexicano e um francês, ou seja, basicamente eu e o mexicano de homens.
Não demorou muito e as atenções vieram pra mim, depois de tentarem conversar com o francês, me notaram e começou a chover várias cantadas daquelas senhoras americanas para a minha pessoa. Falei que era brasileiro e o clima pegou fogo, perguntaram se eu não queria passar a páscoa com elas e etc. Tinha uma que era bem bonita, devia ter uns 38 anos mas era muito bonita, mas ela era a mais recatada, embora ficava me olhando basante...hahahahah! Quase a convidei para ir ao teatro comigo, mas minha timidez me venceu, ou o meu bom senso, vai saber.
Enfim, foi muito divertido conversar com aquelas mulheres, minha ansiedade por estar na Big Apple sumiu e lá estava eu contando histórias divertidas de como eu caçava jacarés no rio que passava perto da minha casa no Brasil, ou de como meu macaco Flik era inteligente...
Lembro com muito carinho da minha primeira tentativa de fazer um boneco de neve, que logicamente foi em vão, ô coisinha complicada, a neve tem de estar num ponto exato para ser fácil de ser montado... pra variar nós latrinos não sabíamos disso e tentávamos em vão fazer um boneco.
Lembro que os supermercados não eram permitidos vender bebidas alcoólicas acima de um certo teor alcoólico. O máximo que se vendia lá era vinho, acima disso só em lojas para bebidas. Então o que encontrávamos lá além de vinho, cerveja, keep coolers e etc? Vodka light.... sim, até cheguei a comprar. Era uma vodka diluída, com 10% de teor alcoólico.
Muitas coisinhas especiais eu vi e vivi por lá, e como recordar é viver, queria dizer que sinto muitas saudades daquele tempo.
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Luquinhas
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11:56 AM
sábado, dezembro 20, 2008
No estrangeiro
Essa lírica profunda foi entoada por Rodolfo quando ele fazia parte dos Raimundos, e não sei porque estive pensando nela esses dias. O mais curioso é que ela me fez pensar em um momento especial da minha vida. Assim como a música trata de um cara que estava todo ferrado no exterior e passando por dificuldades financeiras, também tive algumas dificuldades por lá.
O papel higiênico lá era muito caro. Assim, não tão caro, mas para um grupo de estudantes aventureiros que estavam querendo economizar o máximo possível, era um luxo que não cabia no orçamento. Na verdade era caro sim, mas podíamos pagar mas não queríamos pagar. Enfim, vocês entenderam.
Mas então o que fazíamos? Não nos limpávamos? Dã! Logicamente dávamos nossos pulos. Aliás, eu dava os pulos.
Como eu trabalhava numa estaçao de ski e num supermercado a noite, esses lugares tinham banheiro, e era lá que eu usava, e nosso banheiro de casa era exclusivo pra líquidos. Mentira! Nada disso, como em todos lugares haviam banheiro e eu tinha uma mochila, a parada era entrar no banheiro com mochila e por "mero descuido" deixar cair um dos rolos fechados de papel dentro da minha mochila. Aí quando eu chegava em casa e ia arrumar minha mochila, lá estava o papel me dando uma surpresa! Aí eu ia e pensava "já que você está aqui, será bem utilizado".
E era assim que "de vez em sempre" tomava uns sustos com papel higiênico na minha mochila e ficava impossibilitado de gastar 6 dollares em um pacote de papel higiênico. Eu precisava falar isso porque estava na minha mente, tinha de colocar pra fora. O mais interessante era ver como era divertido usar o banheiro da estação de ski e ganhar de brinde um rolo de papel higiênico! Obrigado América!
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5:13 PM
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Ilha de Marajó
Na verdade eu já quis escrever sobre tal, e até mesmo minha mente me diz que já escrevi, mas procurei aqui e não achei. E como ninguém lembra mesmo o que escrevo, e nem eu, hei de escrever novamente ou pela primeira vez.
Lembro quando era criança - e realmente, tenho certeza que já escrevi isso aqui - eu estava aprendendo na segunda ou terceira série em estudos sociais sobre o território brasileiro - foi na mesma época que pintei o quadro - e comecei a ter contato com mapas.
Que emoção que era, ver o Espirito Santo em sua humilde forma de larva. Ver os outros estados, lembro que olhava pra Bahia e via que era o mapa do Brazil em miniatura, lembro que via o Piauí e pensava logo num pedaço de cocô que meu cachorro costumava soltar. Enfim, era sempre muito divertido brincar de pintar os estados brasileiros.
Nessa época meu pai comprou um brinquedo educativo, era um mapa que tinha todos os estados tipo quebra-cabeça e também tinha as regiões.
E nessa fome de conhecer mais que existia em meu ser, eu vivia fazendo perguntas pro meu pai. Lembro que num fatídico dia, enquanto íamos em direção a escola, passando pela Dante Michelini reparei aquela pequena ilha que fica ali na altura de Jardim da Penha. Minha língua coçou, não raciocinei direito e soltei a pergunta:
- Pai, aquela é a Ilha de Marajó?
Pobre criança... meu pai me explicou e foi nesse pequeno deslize que eu fui entender o que era um mapa de verdade. E que não tinha cabimento minha pergunta idiota.
Mas enfim, tantas coisas aconteceram na Dante Michelini. Lembro que passávamos por lá e ao ver o reflexo de sol nas ondinhas que se quebravam pelo meio do mar, meu pai dizia "olha os peixes de cabeça branca". E por quanto tempo acreditei nisso... aquele velho duma figa!
Enfim, minha infância. Saudades.
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Luquinhas
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4:34 PM
Memórias
Quadro pintado por mim, inspirado em algum livro infantil, de quando eu tinha 9 ou 8 anos, provavelmente estava na terceira ou segunda série do primário quando fiz essa obra de arte.
Lembro perfeitamente desse dia em que resolvemos pintar, minha mãe sentou com a gente e nos ajudou em tudo, acho que a única coisa que fiz sozinho foi passar o desenho do livro para a tela, mas tenho lá minhas dúvidas. Mas foi a velhota quem deu os retoques principais depois que eu pintei o grosso do quadro. Depois de pronto, tudo que queríamos fazer era levar pra escola e mostrar pra professora para receber elogios. Lembro que ficava com a consciência pesada em dizer que tinha sido eu quem havia pintado, porque na verdade minha mãe tinha feito a "arte-final" do quadro e era evidente isso. Creio que na verdade eu queria os elogios apenas para mim. Como era bobo. Nostalgia.
Quando eu morrer e ficar super famoso, poderá render milhões para meus herdeiros. E não preciso comentar que o pé do bichinho parece uma mão, por isso tenho minhas dúvidas quanto a autoria do desenho, acho que por mais criança que eu fosse, não cometeria tal erro. Francamente velhota! hahahahahaha
UPDATE: Lembrei o que significa esse pássaro, era uma história de um pombo-correio, eu gostava muito dessa história não me lembro exatamente o que. Uma das minhas frustrações quanto a esse quadro é que isso tá mais pra rolinha do que pra um pombo. Aliás, isso pode ser qualquer coisa, menos um pombo! hahahahah
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2:42 PM
quarta-feira, novembro 26, 2008
Arrulhando coisas sem sentido
É engraçado como nossos sonhos vão embora enquanto vamos crescendo. Eu não quero mais ser um astronauta... só quero dinheiro. As obrigações do dia-a-dia me fizeram um homem, mas se eu ainda quiser ser um astronauta, não é tarde demais.
Mas tudo bem, quem sou eu ou você pra dizer o que é certo ou errado? Você sente isso também?
Sabe o que me deixa "indignado", é que enquanto vamos crescendo, vamos aprendendo que as coisas não são tão simples quanto nos disseram que eram. Como assim? Assim, eu lembro que aprendi em Ciências quando estava no jardim II que a terra era redonda, e assim ela foi redonda em minha mente até a quinta série, quando aprendi que ela era achatada nos pólos, ou seja, ela não era tão redonda assim.
Depois aprendi que ela era um Geóide na faculdade, não fazia apenas 2 movimentos (translação e rotação) e sim mais de 15...
Poxa, porque mentiram minha infância toda? Isso é frustrante! Igual com história, eu até hoje me lembro da "linha da história" que a professora da quarta série fazia: antes da primeira carta escrita aqui no Brasil por Pero Vaz de Caminha, tinhamos a pré-história. Isso eu nunca compreendi bem, eu ficava pensando "Como assim pré-história? Dinossauros? Homem das cavernas?" - Desde aquela época já tinha um espírito um pouco questionador, só um pouco.
E juro que essas lembranças me incomodaram por muito tempo, até pouco tempo atrás, quando eu lembro disso eu fico pensando, "mas como ela dizia isso? será que ela dizia que era pré-história por não nos interessar?" provavelmente sim, mas isso eu não lembro.
Coisas que eu sempre quis desabafar mas que nunca tinha pra quem falar, agora eu falo pra você, blogger.com, meu companheiro ouvido fiel, que nunca reclama do que estou falando e está sempre de ouvidos abertos para o que eu quiser falar.
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Luquinhas
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11:06 PM
sexta-feira, agosto 01, 2008
Coisinhas
Então acabei me lembrando de uma que trabalhou aqui que tinha o hábito de roubar bife. Ela fritava os bifes, pegava um saco e separava alguns pra degustar mais tarde em casa. Uma vez estávamos almoçando e eu fui dar uma olhada, pois estava desconfiando da quantidade de bife que ia pra mesa e o de quanto minha mãe cortava pra mulher fritar. Disfarçadamente fui em direção da pia e vi os bifes empacotados na sacola. Isso já aconteceu com mais alguém?
Essa mesma mulher não contente em apenas surrupiar bifes, começou a roubar outras coisinhas e roubou até o cofrinho que Pedroquinha enchia havia anos. Pobre Pedro, nunca mais teve coragem de fazer um cofrinho.
Teve outra que roubava desodorante... masculino. Acho que ela gostava de cheirar igual a homem, não sei. Mas foi uma situação meio bizarra.
Outra situação bizarra que presenciei foi numa loja de venda de CDs. Viajamos para Santa Maria de Jetibá, interior do Espírito Santo e entramos numa loja de CD - até porque não tinha nada de interessante pra ver naquele centro. Por incrível que pareça, lá estava pra vender o último álbum do Angra (daquela época), e Tiago, um entusiasta dessa banda, resolveu comprá-lo. Na hora de pagar, a atendente perguntou:
- Vai querer levar o original ou a cópia?
Dá pra crer que naquele fim de mundo a própria loja de CDs falsificava e vendia?
Aí está uma imagem tosca de uma família empolgada tirando fotos.
Cheers.
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12:13 AM
domingo, fevereiro 17, 2008
Don't waste your time
Como minhas idéias evaporam no exato momento que me acomodo na frente do monitor, vou compartilhar aqui fatos de total desinteresse de vocês.
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Luquinhas
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9:45 PM
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Lembranças
Não me recordo o nome da música, o nome do LP, só lembro que eram músicas infantis e que eu gostava muito.
Cabeça e pernas esconde quando vê algum perigo é assim que se defende de quem é seu inimigo.
Maaaas um dia aconteceu uma coisa de espantar, jaboti andou depressa, namorada a encontrar. Então o preguiçoso começou a se esforçar, para ter uma família é preciso trabalhar.
Então o preguiçoso começou a se esforçar, para ter uma família é preciso trabalhaaaar, trabalhaaaar, trabalhaaar, trabalhaaaar".
FIM
Algumas imagens de coisas que só vemos pelo Rio.
Super carro tunado
adesivo esbanjando bom-gosto
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Luquinhas
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11:13 PM
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Trabalhos
O que aconteceu? Apenas um professor fez essa observação e cobrou dele a cerveja. Logo, o que poderíamos pensar? Nenhum outro professor da banca de fato leu o trabalho.
Pensando nisso, lembrei de várias lendas urbanas que envolvem esse tipo de coisa. Quem nunca ouviu falar de aluno que no desenvolvimento do trabalho colocou receita de bolo e o professor assim mesmo avaliou? Ou de alunos que entregaram o mesmo trabalho e uns tiraram notas boas e outros notas baixas?
Quando estava no segundo ano do ensino médio, amedrontado por essas lendas e impulsionado pela preguiça de fazer o trabalho e ainda ter o desprazer de fazer a toa, eu e meu irmão tivemos a idéia de fazer algo parecido. Colocamos em alguma parte do trabalho a seguinte observaçao: Se está lendo, marque um X. Algo desse tipo.
Quando recebemos o trabalho, lá estava uma nota bem vermelha, um 2 ou 3 e uma observação:
- Não só marquei um x no lugar certo como também marquei sua nota baixa no meu diário.
Foi realmente decepcionante. Nunca tive como comprovar essa lenda urbana, pois não tive coragem de repetir o feito. É claro que depois de muito choro o professor resolveu dar uma nota certa pro nosso trabalho.
Então é isso amiguinhos, lendas urbanas não são conhecidas para serem conferidas!
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Luquinhas
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10:42 PM
quarta-feira, outubro 17, 2007
Apertos
Falei sobre a "sementinha do mal" em quase todas minhas turmas né? Tive um pequeno "problema" com isso.
Confesso que era triste ver aqueles pequenos projetos de homossexuais na sala de aula, ainda mais que alguns colegas de sala eram muito escrotos e os recriminavam sem dó e piedade. Na sétima série tinha um que era o mais afeminado de todos, e não bastando isso, era um péssimo aluno que só ficava conversando na sala de aula.
Nessa turma as coisas eram bizarras, os alunos eram verdadeiros "anjos" com muita energia pra gastar dentro da sala, logo os atritos entre eles eram frequentes.
O menino-menina sempre arranjava confusão com os outros garotos e o que os outros falavam? "Cala a boca seu gay! Nossa, tá fedendo a gay essa sala não tá?" e o pobre garota nem se pronunciava. As vezes ele ia abrir a boca (era o que ele mais sabia fazer) e a galera já soltava uma dessas pra ele. Era triste mas ao mesmo tempo engraçado.
O meu "problema" foi com um da oitava série. Sempre que eu chegava nessa turma ficava rodeado de meninas em volta de mim, querendo me ajudar a fazer chamada, apagar quadro, perguntar como eu estava e etc. Só que nessa sala também tinha a pequena sementinha né, e o "problema" começou quando eu vi que além de meninas em volta de mim todo o dia, lá estava o pequeno garota marcando ponto. Po, aí também já é demais, virei e disse:
- O que você está fazendo aqui heim?! (com voz de professor autoritário)
- Nada. (com voz efeminada)
- Vai sentar rapaz! Estou fazendo chamada! Vai pro seu lugar!
Nesse momento percebi que eu poderia transparecer homofóbico, então virei pras meninas e falei:
- Vocês também! Sentem todas! Parem de conversar, a aula já começou!
Aí a mais bonitinha da sala falou "ai professor, estou aqui te ajudando a fazer chamada, depois eu sento", como ela era bonitinha eu disse "tá bom" e continuei a chamada.
FIM
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Luquinhas
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1:39 AM
segunda-feira, outubro 15, 2007
Experiência como Docente
Foi uma experiência muito interessante, aprendi bastante coisa e pensei no meu passado como aluno pré-adolescente.
Lembro que na primeira aula minhas mãos tremiam de nervoso.
A coisa mais tensa pra mim foi perceber que:
- As crianças de hoje em dia não pensam que são crianças e querem fazer coisas de adultos, como por exemplo, se insinuarem para mim;
- Praticamente todas as turmas tinha um pequeno homossexual. (A sementinha do mal).
O mundo está perdido.
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3:47 PM
segunda-feira, setembro 24, 2007
Memórias
Chego ao aeroporto enorme, com não sei quantos terminais e me dirijo ao terminal da American Airlines. Nem preciso comentar que era o mais ferrado e esculhambado. Tudo em reformas, tudo aparentando muito velho e sem cuidado nenhum.
Havia passado sexta, sábado e domingo em NYC, dormindo em um albergue não muito limpo, isso significa que não usei o banheiro né? 3 dias sem dar as caras pro trono.
Eu imaginando que o aeroporto seria uma beleza de limpo e que lá poderia defecar sossegado. Doce ilusão. Mas estava lá e minha barriga já nao aguentava mais armazenar fezes.
Antes de falar sobre isso, lembro que fiz considerações sobre o estado do terminal da AA. Porque ele estava tão capenga. A conclusão foi que, por ser um terminal frequentado por muitos brasileiros, quem se importa com o conforto de cidadãos do terceiro mundo? Afinal, já moram no Brasil, então pa que pressa para modernizá-lo e deixá-lo com aparência de primeiro mundo? Ele vai ser usado por latinos mesmo. E não duvido que seja isso mesmo.
Bom, me dirigi ao banheiro e minha barriga já estava se sentindo feliz, o banheiro era grande, a portinha não tapava tudo, mas no estado em que eu me encontrava, isso não iria me incomodar. Eis que olho pro lado e vejo muitas coisas escritas, desde insultos a Bush a frases anti-semitas. Mas eis que algo bem em pequeno me chamou atenção. Lá estava escrito "Se você está lendo isso nessa posição é porque tá numa caganeira nervosa". Só pude rir, pegar uma caneta em minha mochila e escrever "Tô mesmo! 08/4/07". Me empolguei com a idéia de deixar minha marca em área internacional e escrevi em outro canto "Lucas cagou aqui".
E essa foi minha experiência com vandalismo na terra do Tio Sam. Até a reforma no terminal da AA acontecer, muitos brasileiros com caganeira irão ler minhas palavras e certamente serão encorajados a escrever algo.
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Luquinhas
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1:28 PM
segunda-feira, agosto 20, 2007
Minha vó
Sempre que vamos a casa dela, além de ver as mesmas fotos que estão em cima do mesmo armário e ouvir as mesmas histórias, as vezes ouvimos algumas revelações fantásticas, não me esquecendo dos rituais que enfretamos todas as vezes. Sim, rituais.
Os ritos acontecem sempre entre as histórias de nossa infância. Ao término de uma história quase sempre rola o famigerado "você é de quem?" onde tenho que responder "da vovó!" caso contrário ela continua perguntando enquanto num gesto de carinho diferente ela enfia seu nariz na minha cavidade ocular.
O outro rito é perguntar "você é o cabritinho da vovó?" e logo respondo "sim".
A coisa interessante nesses ritos é que sempre depois da resposta se segue um "haaaam!! Eu sabia que você era da vovóóó!!!". Então pra que perguntou? Vai entender.
Agora as revelações fantásticas são sempre seguidas de uma expectativa por parte dela de nos supreender, embora sejam sempre as mesmas. Como já falei, é uma senhora de mais de 80 anos que tenta sempre agradar. Ilustrarei uma revelação dela.
Esse domingo fui a casa dela para buscar um pacote deixado por meu pai. Chegando lá a encontro com minha priminha linda e querida assistindo ao Silvio Santos.
Ela me pergunta coisas normais, me pergunta de quem eu sou - basicão, e fica comentando que não tem nada de bom na TV. Aí depois de um tempo digo que está tarde e que irei para casa, ela me pede um favor, pede para gravar um CD pra ela.
Aí ela mostra e diz que o cara tem a voz do Roberto Carlos, e que meu pai e meu tio não gostam da voz do Roberto Carlos. E aí vem a revelação:
- Mas ele é seu parente meu filho! Sabia? É, Roberto Carlos é parente nosso, e eu disse isso pro seu pai mais seu tio (jeito dela falar).
- É mesmo vó? Legal.
Tadinha, desde que me conheço por gente eu já sei que o Roberto Carlos é meu parente, mas ela sempre conta com aquele brilho no olhar e aquela ansiedade em querer surpreender. E claro, não sei daonde ela tirou que Roberto Carlos é nosso parente. Nunca ousei perguntar também.
Essa é a minha vó e eu sou o seu lindo cabrito.
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Luquinhas
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11:40 PM
