Entranhas
As vezes eu sou estranho.
Por mais estranha que possa soar essa afirmação, ela é verdadeira. Sei que sou estranho aos olhos de uma pessoa normal, mas isso pouco importa. O que quero dizer é que as vezes sou estranho aos meus olhos. Será que é só comigo que alguns erros, momentos constrangedores e coisas do nível resolvem brotar em meio a pensamentos em momentos de pura distração? Sometimes very often estou chegando da UFES, do estágio ou qualquer lugar que seja e ao saltar do ônibus e andar o pedaço de caminho entre o ponto e meu lar, minha mente entra em um estado de "vazio" total. E é nisso que mora o perigo. Ao me desligar de tudo, parece que me ligo aos "problemas". Estou eu a caminhar quando de repente aquela cena embaraçosa que protagonizei numa festa me vem a mente, ou a merda que fiz há bons anos atrás brota e se não bastasse isso, ficam me martelando! Será que é só comigo? Porque elas fazem isso?
E aí que vem a parte estranha, eu literalmente tento fugir de mim. Saio correndo achando que posso fugir de minha mente, mas é em vão. Enquanto corro falo algo comigo mesmo, como um "não!" e coisas do tipo e continuo a correr. Isso não é estranho? Se memórias ruins aparecendo de vez em quando nas mentes espalhadas pelo mundo for normal, é normal sair correndo ou gritar algo? Uma vez eu saí correndo com tanta força, que parei e pensei, "O que você tá fazendo imbecil?". Mas no exato segundo em que a porcaria do pensamento veio me irritar, é tão insuportável que correr é o instinto básico que me ocorre.
E a angústia? Aquela sensação de "puta merda, mas que bosta que eu fiz!". Sinto como se minha cabeça pesasse bons kilos. Essa sensação é devastadora, e o que eu faço? Caretas. Ou seja, saio correndo, falo sozinho e ainda faço cara feia, isso ainda quando não tento socar o ar, como se ali estivesse minha mente. Fora a raiva de mim mesmo que sinto no momento, vontade de me socar por ter feito a merda sobre a qual estava pensando.
Será que sou estranho mesmo ou isso é normal? E porque ninguém fala sobre isso? Devo estar reflexivo demais.
Por mais estranha que possa soar essa afirmação, ela é verdadeira. Sei que sou estranho aos olhos de uma pessoa normal, mas isso pouco importa. O que quero dizer é que as vezes sou estranho aos meus olhos. Será que é só comigo que alguns erros, momentos constrangedores e coisas do nível resolvem brotar em meio a pensamentos em momentos de pura distração? Sometimes very often estou chegando da UFES, do estágio ou qualquer lugar que seja e ao saltar do ônibus e andar o pedaço de caminho entre o ponto e meu lar, minha mente entra em um estado de "vazio" total. E é nisso que mora o perigo. Ao me desligar de tudo, parece que me ligo aos "problemas". Estou eu a caminhar quando de repente aquela cena embaraçosa que protagonizei numa festa me vem a mente, ou a merda que fiz há bons anos atrás brota e se não bastasse isso, ficam me martelando! Será que é só comigo? Porque elas fazem isso?
E aí que vem a parte estranha, eu literalmente tento fugir de mim. Saio correndo achando que posso fugir de minha mente, mas é em vão. Enquanto corro falo algo comigo mesmo, como um "não!" e coisas do tipo e continuo a correr. Isso não é estranho? Se memórias ruins aparecendo de vez em quando nas mentes espalhadas pelo mundo for normal, é normal sair correndo ou gritar algo? Uma vez eu saí correndo com tanta força, que parei e pensei, "O que você tá fazendo imbecil?". Mas no exato segundo em que a porcaria do pensamento veio me irritar, é tão insuportável que correr é o instinto básico que me ocorre.
E a angústia? Aquela sensação de "puta merda, mas que bosta que eu fiz!". Sinto como se minha cabeça pesasse bons kilos. Essa sensação é devastadora, e o que eu faço? Caretas. Ou seja, saio correndo, falo sozinho e ainda faço cara feia, isso ainda quando não tento socar o ar, como se ali estivesse minha mente. Fora a raiva de mim mesmo que sinto no momento, vontade de me socar por ter feito a merda sobre a qual estava pensando.
Será que sou estranho mesmo ou isso é normal? E porque ninguém fala sobre isso? Devo estar reflexivo demais.